sábado, 19 de dezembro de 2015

Briga entre Renan e Temer começa na Lava Jato e vai até comando do PMDB




O confronto entre Michel Temer e Renan Calheiros será levado pelo PMDB do Rio de Janeiro e do Senado ao comando do partido, segundo informações de Lauro Jardim (O Globo). Em publicação desta sexta (18), o colunista escreveu um recado a Temer: o grupo de Renan quer tirá-lo da presidência do partido. E Temer jogará combustível na articulação se tentar confrontar o grupo removendo, novamente, Leonardo Picciani da liderança da bancada da Câmara, que está alinhada contra o impeachment de Dilma Rousseff (PT).
Desde que Temer entrou em rota de colisão com o governo Dilma, ganhando destaque na mídia, Renan tenta contrabalancear o peso do vice com críticas e ataques via Senado. Na quinta (17), por exemplo, aprovou um requerimento que viabiliza uma investigação do Tribunal de Contas da União contra o correligionário, pelo mesmo motivo que usaram para pedir o impeachment: a assinatura de decretos que autorizaram a abertura de créditos suplementares.
Um dia antes, Renan também atacou Temer afirmando que o vice tem culpa pela crise atual, pois quando teve a oportunidade de coordenar o relacionamento político do governo com aliados, só pensou na distribuição de cargos e no próprio prestígio. Renan também teria ensaiado uma carta a Temer onde chamou o peemedebista de "mordomo de filme de terror". Temer, nesta sexta (18), informou que não vai rebater os comentários do senador.
A colunista Mônica Bergamo escreveu nesta sexta que o que motiva Renan a comprar briga com Temer, num momento em que o PMDB poderia tentar se unir em torno do impeachment, é a Operação Lava Jato.
"De acordo com interlocutores credenciados tanto de Michel Temer quanto de Renan Calheiros, o desentendimento começou quando o vice teve conversa reservada com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ainda no ano passado", na tentativa de salvar o ministro Henrique Alves e Eduardo Cunha, sem se importar com o que poderia acontecer com o presidente do Senado. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário