Sapadores da organização não-governamental - Associação Terra-Mãe - destruíram, nesta quarta-feira, perto de 140 quilogramas de engenhos explosivos diversos no município do Puri, província do Uíge.
Entre estas armas mortíferas, o destaque vai para duas minas antitanque, duas pessoais, várias munições de metralhadoras AKM, obuses de morteiro de 60 milímetros e munições antiaéreas, num total de 313 explosivos.
As áreas desminadas, de acordo com o presidente da ATM, Albino Fernando, serão, em breve, entregues às autoridades locais.
A Ong angolana opera desde 2014 em vários domínios, com particular incidência na desminagem humanitária, um processo que leva a cabo no Uíge e na província do Cunene, a Sul do País, onde já foram removidos em vários hectares mais de mil quilos de explosivos a serem também brevemente destruídos.
As operações da organização são apoiadas financeiramente pela União Europeia e, além da remoção, desenvolve a pesquisa com a marcação das áreas identificadas e a sensibilização sobre o risco de minas.
O representante da administração do Negage, Francisco Marta, manifestou-se satisfeito com o desempenho da ATM, já que se trata de um trabalho que beneficia a circulação de pessoas e bens, bem como a actividade agrícola.
“Organizações como esta devem ser recebidas de braços abertos para o nosso apoio moral”, disse Francisco Marta.
Para testemunhar a explosão das minas, para além de membros da administração local, estiveram em peso autoridades tradicionais, ou seja, o adjunto do regedor, André Viegas, e sobas.
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