Senador tucano tentou desfazer o mal estar depois de um comentário infeliz direcionado a Kátia Abreu; confusão aconteceu na festa de Eunício Oliveira (PMDB)
A reação da ministra Katia Abreu (PMDB), da Agricultura, ao assédio do senador tucano José Serra (SP) teve entre as dezenas de testemunhas os principais medalhões peemedebistas. O copo de vinho jogado pela ruralista em Serra na noite de quarta-feira (9) conseguiu rivalizar com os empurrões trocados por deputados na Comissão de Ética da Câmara nesta manhã. Na linguagem informal, foi um "bafo".
A festa de confraternização na casa de Eunício Oliveira (senador pelo PMDB do Ceará), em Brasília, já é tradicional e costuma reunir nomes fortes do partido. Neste ano, além de outros senadores peemedebistas, o jantar contou com o vice-presidente Michel Temer (que teve a mesa mais assediada do encontro), o ex-presidente José Sarney (que estava companhado da mulher, dona Marli) e alguns senadores de outros partidos, como Serra. Quem também passou pela festa foi o governador Rodrigo Rollemberg (PSB), do Distrito Federal. O encontro durou até às 4 da manhã.
Segundo um dos presentes, na madrugada, quando o jantar já havia sido servido e muitas garrafas de vinho e uísque haviam sido esvaziadas, formaram-se algumas rodinhas de bate-papo. Em determinado momento, Serra – que é conhecido entre os mais próximos como um homem de pouquíssima habilidade na abordagem ao sexo oposto – se aproximou do grupo onde estava Katia Abreu. A ministra, sabe-se, tem gênio forte e não leva desaforo para casa. Nos tempos de presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e no Senado, a política costumava pegar pesado nas brigas com opositores – tanto políticos quanto os representantes dos movimentos campesinos.
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