Ruy Barbosa
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Ruy Barbosa, o Águia de Haia, ca. 1923
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Nome completo
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Ruy Barbosa de
Oliveira
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Nascimento
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Morte
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1 de março de 1923 (73 anos)
Petrópolis, Rio de Janeiro, |
Nacionalidade
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Ocupação
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Ruy
Barbosa de Oliveira(ver nota) (Salvador, 5 de novembro de 1849 —Petrópolis, 1 de março de 1923)
foi um polímata brasileiro, tendo se destacado principalmente
como jurista, político, diplomata, escritor, filólogo,tradutor e orador. Um dos intelectuais mais brilhantes do
seu tempo, foi um dos organizadores da República e
coautor da constituição da Primeira República juntamente
com Prudente de Morais.
Ruy Barbosa atuou na defesa do federalismo, do abolicionismo e na promoção dos direitos
e garantias individuais. Primeiro Ministro da Fazenda do regime instaurado em
novembro de 1889, sua breve e discutida gestão foi marcada pela
crise do encilhamentosob a
proposição de reformas modernizadoras da economia.
Destacou-se, também, como jornalista e advogado.
Foi deputado, senador, ministro. Em duas ocasiões, foi candidato àPresidência da
República. Empreendeu a Campanha Civilista contra
o candidato militar Hermes da Fonseca. Notável orador e estudioso
da língua portuguesa,
foi membro fundador da Academia
Brasileira de Letras, sendo presidente entre 1908 e 1919.
Como
delegado do Brasil na II
Conferência da Paz, em Haia (1907), notabilizou-se pela defesa do
princípio da igualdade dos estados. Sua atuação nessa
conferência lhe rendeu o apelido de "O Águia de Haia". Teve
papel decisivo na entrada do Brasil na Primeira Guerra
Mundial. Já no final de sua vida, foi indicado para ser juiz da Corte
Internacional de Haia, um cargo de enorme prestígio, que recusou.
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Biografia
Ruy Barbosa.
Ruy
Barbosa de Oliveira, filho de João José Barbosa de Oliveira e de Maria Adélia
Barbosa de Oliveira[2] , nasceu em 1849, na rua dos
Capitães, hoje rua Rui Barbosa, freguesia da Sé, na cidade do Salvador, na então província da Bahia.
Aos cinco anos, fez seu professor Antônio Gentil Ibirapitanga exclamar:
"Este menino de cinco anos de idade é o maior talento que eu já vi. (…) Em
quinze dias aprendeu análise gramatical, a distinguir orações e a conjugar
todos os verbos regulares."
Em
1861, aos onze anos, quando estudava no Ginásio Baiano de Abílio César Borges,
futuro Barão de Macaúbas, fez o mestre declarar a seu pai, João Barbosa:
"Seu filho nada mais tem a aprender comigo." Ali, como disse mais
tarde, viveu a maior emoção de toda a sua vida, quando recebeu uma medalha de
ouro do Arcebispo da Bahia.
Em
1864, concluído o curso ginasial, mas sem idade para entrar na Universidade,
passou o ano estudando alemão. No ano seguinte ingressou na Faculdade de
Direito de Olinda.
Em
1867, adoeceu de "incômodo cerebral". Em 1868 abrigou em sua casa por
alguns dias, Castro Alves, seu
antigo colega no Ginásio Baiano, em razão do rompimento dele com Eugênia
Câmara. Proferiu o famoso discurso saudando José Bonifácio, o
Moço.
Em
1870, graduou-se como bacharel pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco e
retornou à Bahia, acometido, novamente, de incômodo
cerebral. Em 1871 começou a advogar e estreou no júri, tendo registrado:
"Minha estreia na tribuna forense foi, aqui, na Bahia, a desafronta na
honra de uma inocente filha do povo contra a lascívia opulenta de um
mandão."
Em
1872, iniciou-se no jornalismo, no Diário da Bahia,
e viveu a sua primeira crise amorosa. Brasília era o nome da senhorinha e
morava no bairro de Itapajipe. Em 1873 assumiu a direção do Diário da
Bahia e fez conferência no Teatro São João sobre
"eleição direta". O pai confessa, numa carta, que "poucos o
igualam", que ele "foi aplaudido de um modo que me comoveu", e
ainda "dizem-me que é superior a José Bonifácio e sustentam que certamente
hoje não se fala melhor do que ele."
Em
1876, casou-se com a baiana Maria Augusta Viana Bandeira. Em 1877, foi eleito
deputado à Assembleia da Bahia. No ano seguinte foi eleito deputado à
Assembleia da Corte. Em 1881, promoveu a Reforma Geral do Ensino.
Em
1885, no auge da campanha abolicionista, José do Patrocínio escreveu:
"Deus acendeu um vulcão na cabeça de Ruy Barbosa." Duas semanas antes
da abolição, em 30 de
abril de 1888, Barbosa vaticinou: "A grande transformação aproxima-se de
seu termo." A 7 de março de 1889 Joaquim Nabuco afirma: "Evaristo, na
imprensa, fez a Regência e Ruy fará a República".
Plenário do Senado durante sessão em 1915. O
senador Ruy Barbosa, de pé, discursa de frente para a mesa diretora. (Fotografia publicada pelo Correio da Manhã em
1915)
Em
9 de junho de 1889 recusou o convite para integrar o Gabinete
Ouro Preto. "Não posso ser membro de um ministério que não tome
por primeira reforma a Federação." Em novembro daquele mesmo ano Benjamin
Constant escreveu a Ruy: "Seu artigo de hoje, Plano
contra a Pátria, fez a República e me convenceu da necessidade imediata da
revolução." Dias depois, em 15 de novembro de 1889, Barbosa redigiu o
primeiro decreto do governo provisório e foi nomeado ministro da
Fazenda, no governo de Deodoro da Fonseca.
Em
1890, D. Pedro II diz:
"Nas trevas que caíram sobre o Brasil, a única luz que alumia, no fundo da
nave, é o talento de Ruy Barbosa." Ainda neste ano, lança os decretos de
reforma bancária, no qual foi criticado por Ramiro Barcelos, que, anos depois,
se penitenciou: "A desgraça da República foi nós, os históricos, não
termos compreendido logo a grandeza de Ruy". Elabora-se o projeto de constituição em sua casa.
Em
14 de dezembro do mesmo ano, Ruy Barbosa, então ministro da Fazenda, mandou
queimar os livros de matrícula de escravos existentes nos cartórios das
comarcas e registros de posse e movimentação patrimonial envolvendo todos os
escravos, o que foi feito ao longo de sua gestão e de seu sucessor. A razão
alegada para o gesto teria sido apagar "a mancha" da escravidão do
passado nacional. Todavia, especialistas afirmam que Ruy Barbosa quis, com a
medida, inviabilizar o cálculo de eventuais indenizações que vinham sendo
pleiteadas pelos antigos proprietários de escravos. Apenas onze dias depois da Abolição da
Escravatura, um projeto de lei foi encaminhado à Câmara, propondo
ressarcir senhores dos prejuízos gerados com a medida.[3]
Como
Ministro da Fazenda, entre 1889 e 1891, foi o principal responsável pela crise
do encilhamento, estopim
para grave crise econômica na Primeira República. O principal motivo desta foi
a emissão descontrolada de moeda pelo governo e ações sem lastro pelas empresas
criadas nesse período, que provocou alta inflação e especulação financeira.
Ele
é nomeado primeiro vice-chefe do Governo Provisório. Em uma viagem a Paris, ele
se encontra com D. Pedro, e fala: "Majestade, me perdoe, eu não sabia que
a República era isso."; tamanha era a decepção com o estado do país após a
proclamação da República. Em 1892 abandona a bancada do Senado, depois de feita
a justificativa em discurso. Dias mais tarde lança um manifesto à nação no qual
diz a famosa frase: "Com a lei, pela lei e dentro da lei; porque fora da
lei não há salvação. Eu ouso dizer que este é o programa da República". Em
23 de abril do mesmo ano sobe as escadarias do Supremo Tribunal
Federal, sob ameaça de morte, para defender, como patrono
voluntário, o habeas corpus dos desterrados de Cucui.
Em
7 de fevereiro de 1893 volta à Bahia para um encontro consagrador com Manuel Vitorino, ocasião em que fala de sua
terra: "Ninho onde cantou Castro Alves, verde ninho murmuroso de eterna
poesia". Em setembro do mesmo ano, a Revolta. Refugia-se na Legação do Chile.
Sob ameaça de morte, exila-se em Buenos Aires.
Em
1 de março de 1894, é candidato a presidente, obtendo o quarto lugar.[4]
Folheto da campanha de 1919:
Ruy é o salvador da pátria.
Ruy é o salvador da pátria.
Ainda
em exílio, no ano seguinte Ruy viaja a Londres, de onde escreve asCartas da
Inglaterra para o Jornal do Commercio a
partir de 7 de janeiro de 1895. No ano seguinte produz textos a serviço dos
insurrectos de 1893. Escreve na imprensa: "E jornalista é que nasci,
jornalista é que eu sou, de jornalista não me hão de demitir enquanto houver
imprensa, a imprensa for livre…"
Em
1897, recusa convite para ser ministro
plenipotenciário do Brasil naQuestão da Guiana,
feito por Manuel Vitorino,
então vice-presidente do governo de Prudente de Morais.
Critica a intervenção militar em Canudos. Torna-se membro fundador da Academia
Brasileira de Letras, e recebe deJoaquim Nabuco a seguinte citação, no
livro Minha Formação: "Ruy Barbosa, hoje a mais poderosa
máquina cerebral do nosso país".
Em
3 de abril de 1902 publica parecer crítico ao projeto do Código Civil. Ao final do ano, em 31 de
dezembro, lança réplica às observações feitas pelo filólogo Ernesto Carneiro
Ribeiro, seu antigo mestre na Bahia. A tréplica de Carneiro só veio
a público em 1923. Foi a maior polêmica filológica da Língua Portuguesa.
Três
anos depois, em 1905, chegou a se candidatar a presidente, porém retirou sua
candidatura para apoiar a de Afonso Pena.[5]
Em
junho de 1907, Ruy vai à Conferência da Haia,
sendo sua consagração mundial. Sobre isso, escreveu o jornalistaWilliam Thomas Stead:
"As duas maiores forças pessoais da Conferência foram o Barão Marschall da Alemanha, e o Dr. Barbosa, do Brasil… Todavia
ao acabar da conferência, Dr. Barbosa pesava mais do que o Barão de
Marschall".[6]
Ainda
relativamente ao ano de 1907, encontra-se texto da sua autoria na revista
ilustrada Argus [7] . Em 21 de outubro de 1908
discursa, em francês, na Academia
Brasileira de Letras, em recepção a Anatole France. A partir do ano seguinte, e
até 1910, inicia a campanha civilista.
Já em 1911, retorna ao Diário de
Notícias. Nesse período, ao responder à carta de um correligionário
civilista, em outubro de 1911, escreve uma das mais importantes obras sobre deontologia jurídica: O
Dever do Advogado.
Para
a eleição de 1 de março de 1910, integra com o presidente de São Paulo, dr. Albuquerque Lins, a chapa dos candidatos da
soberania popular, na Campanha Civilista,
sendo Ruy candidato a presidente da república, e Albuquerque Lins a
vice-presidente. O país se dividiu: Bahia, São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro e
parte de Minas Gerais apoiaram
o candidato Ruy Barbosa, e os demais estados apoiaram a candidatura de Hermes da Fonseca, que tinha Venceslau Bráscomo seu vice. Fonseca e Brás
venceram. Hermes teve 403 867 votos contra 222 822 votos dados a Ruy Barbosa.[4]
Caricatura de Rui Barbosa
Durante
a Guerra do Contestado (1912
-1916), Ruy Barbosa defendeu os interesses doParaná.[8] [9] Nesta época, também era advogado e possivelmente lobista da Southern Brazil Lumber &
Colonization Co. Inc., grande empresa madeireira e colonizadora de terras no sul do país que integrava o grupo
empresarial de Percival Farquhar.
Em
junho de 1913 inicia sua terceira candidatura à Presidência pela Convenção
Nacional, no Teatro Politeama do Rio de Janeiro - "a maior solenidade
popular registrada, até hoje, na história brasileira". Na iminência de
perder para Venceslau Brás, lança em dezembro o "Manifesto à Nação",
renunciando à candidatura. Ruy obteve, em 1 de março de 1914, 47 000 votos,
tendo sido derrotado por Venceslau Brás.[4]
Três
anos depois, em 9 de julho de 1917, participa do Centenário de Tucuman. Ao receber o título de professor honoris causa da Faculdade de Direito e
Ciências Sociais deBuenos Aires, em 14
de julho, protesta - a propósito da Primeira Guerra
Mundial em curso na Europa - contra a postura dos países
neutros diante das atrocidades do conflito. Em seu discurso intitulado o Dever
dos Neutros , Ruy defende o princípio de queneutralidade não pode ser confundida com
indiferença e impassibilidade, apoiando firmemente a causa dos aliados. Segundo
ele, a invasão da Bélgica pelos
alemães, no final de 1915, representava o revés das conquistas alcançadas na
Conferência da Paz em Haia. O discurso teve repercussão internacional, e suas
teses provocariam mudanças drásticas na política externa do Brasil - até então
neutro na Guerra Mundial. Durante todo o ano de 1917, Ruy participaria de
comícios e manifestações contra a agressão aos navios da marinha mercante
brasileira. Finalmente, convocado pelo presidente da República,Venceslau Brás, participaria da reunião em que
foi revogado o decreto de neutralidade do Brasil no conflito, em 10 de junho de
1917.[10] Victorino de la Plaza,
presidente da Argentina, após o
banquete que lhe ofereceu Ruy, falou: "Já disse aos meus ministros que,
aqui, o Sr. Ruy Barbosa, com credenciais ou sem elas, será considerado sempre o
mais legítimo representante do Brasil."
Em
1917 colabora no projeto da Tradução Brasileira.
Ocorre
em 1918 o Jubileu Cívico. Paul Claudel, ministro da França, entrega-lhe as insígnias de Grande
Oficial da Legião de Honra.
Em
13 de abril de 1919 concorre pela quarta e última vez à Presidência, e, como
anteriormente, contra a sua vontade. Perde as eleições para Epitácio Pessoa.[4] Promove conferências pelo
sertão da Bahia. Ainda em 1919, dada a intervenção de
Epitácio Pessoa na Bahia, reitera a recusa, feita um ano antes, de representar
o Brasil na Liga das Nações,
durante aConferência de
Versalhes - que estipulou os termos da paz entre vitoriosos e
derrotados na Primeira Guerra.[11]
Em
1921, com o "coração enjoado da política", renuncia à cadeira de senador. Jubileu político ao lado dos moços
doutorandos de São Paulo. A Bahia,
que ele chamou de "mãe idolatrada", reelege-o senador novamente, e
ele diz: "É um ato de obediência, em que abdico da minha liberdade, para
me submeter às exigências do meu Estado natal". Recusa o cargo de Juiz
Permanente na Corte de Haia (ocupado posteriormente por Epitácio Pessoa). Ainda
no mesmo ano, recusa projeto do senador Félix Pacheco para que fosse concedido a
Ruy um prêmio nacional em dinheiro, dizendo: "A consciência me atesta não
estar eu na altura de galardão tão excepcional".
Em
julho de 1922 sofre um grave edema pulmonar, com iminência de morte. Meses
depois, em fevereiro de 1923, sofre uma paralisia bulbar. Dr. Ruy diz a seu médico:
"Doutor, não há mais nada a fazer". A 1º de março de 1923 falece emPetrópolis, à tarde, aos 73 anos de idade
tendo como últimas palavras: "Deus, tende compaixão de meus
padecimentos".
Seu
corpo foi sepultado em um grande mausoléu familiar, no Cemitério
de São João Batista, onde repousou até 1949. Nas comemorações de seu
centenário de nascimento, seus restos mortais foram exumados e trasladados para
a cidade de Salvador, onde se encontram até hoje.
Ruy
Barbosa de Oliveira era filho do médico João José Barbosa de Oliveira
(1818-1874) e de d. Maria Adélia Barbosa de Almeida (falecida em 1867). Maria
Adélia era prima sobrinha de João José e, graças a isso, Ruy Barbosa era primo
neto de seu próprio pai.
João
José Barbosa de Oliveira era filho de Rodrigo António Barbosa de Oliveira,
nascido em Salvador em 1768, e de Maria Soares Simas. Era neto paterno do
sargento-mor de ordenanças António Barbosa de Oliveira, natural do Porto
(Portugal) e de Ana Maria de Sousa e Castro.
Maria
Adélia Barbosa de Almeida era filha do major Caetano Vicente de Almeida
(falecido em 1857)[12] e de Luiza Clara Joaquina
Barbosa de Oliveira (falecida em 1867). Luísa era filha do capitão António
Barbosa de Oliveira e de Ignacia Feliciana Joaquina Soares Serpa e era neta
paterna do sargento-mor de ordenanças António Barbosa de Oliveira, natural do Porto
(Portugal) e de Ana Maria de Sousa e Castro.
Foram
tios de Ruy Barbosa (irmãos de Maria Adélia Barbosa de Almeida) o bacharel
Caetano Vicente de Almeida Jr. (1811-1890), que se tornou o Barão de Mucuri em
23 de janeiro de 1887, e o também bacharel Luís
Antônio Barbosa de Almeida (1812-1892), que na qualidade de
vereador da Câmara Municipal de Salvador atuou na revolta da Sabinada(1837).
Os
descendentes de Ruy Barbosa com d. Maria Augusta Viana Bandeira levam o
sobrenome "Ruy Barbosa". Em suas primeiras gerações, esta foi uma
família de diplomatas, o que ajudou a fortalecer o mito de que a carreira
diplomática é transmitida de pai para filho.[12]
Entre
os descendentes de Ruy Barbosa está a atriz da Rede Globo Marina Ruy Barbosa,
sua tetraneta.[12] Marina nasceu no Rio de
Janeiro em 1995 e é filha do fotógrafo Paulo Ruy Barbosa e da artista plástica
Gioconda de Sousa. É neta paterna de Paulo Marcos Saraiva e de Marina Ruy
Barbosa, que por sua vez é filha do diplomata Armando Braga Ruy Barbosa e de
Yolette Miranda. Armando era filho de Alfredo Ruy Barbosa (1879-1939), oficial
da Marinha, bacharel em Direito e deputado federal pela Bahia, e de Marina
Braga. Alfredo foi o segundo filho de Ruy Barbosa.
Ruy
Barbosa foi membro fundador da Academia
Brasileira de Letras, e escolheu Evaristo da Veiga como patrono da cadeira
10. Foi presidente da ABL de 1908 a 1919.
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Deputado
Provincial - 1878
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Deputado Geral -
1878 a 1881
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Deputado Geral -
1882 a 1884
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Ministro da
Fazenda - 1889 a 1891
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Senador - 1890 a
1892
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Senador - 1892 a
1897
·
Senador - 1897 a
1906
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Senador - 1906 a
1915
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Senador - 1915 a
1921
Principais obras
Visita à Terra Natal
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Figuras
Brasileiras
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Contra o
Militarismo
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Correspondencia
de Ruy
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Mocidade e
Estilo
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Castro Alves:
Elogio do Poeta pelos Escravos, 1881
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O Papa e o
Concílio, 1877
·
O Anno Político
de 1887
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Relatório do
Ministro da Fazenda, 1891
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Finanças e
Políticas da República: Discursos e Escritos,1893
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Os Atos
Inconstitucionais do Congresso e do Executivo ante a Justiça Federal,
1893
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Cartas de
Inglaterra, 1896
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Anistia Inversa:
Caso de Teratologia Jurídica, 1896
·
Posse dos
Direitos Pessoais, 1900
·
O Código Civil
Brasileiro, 1904
·
Discurso, 1904
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O Acre
Septentrional, 1906
·
Actes et
discours. La Haye: W.P. van Stockum et Fils, 1907
·
O Brasil e as
Nações Latino Americanas na Haia, 1908
·
O Direito do
Amazonas ao Acre Septentrional, 1910
·
Excursão
Eleitoral aos Estados da Bahia e Minas Gerais: Manifestos à Nação, 1910
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Plataforma, 1910
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Ruy Barbosa na
Bahia, 1910
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O Dever do
Advogado, 1911[13]
·
O Sr. Ruy
Barbosa, no Senado, responde às insinuações do Sr. Pinheiro
Machado, 1915
·
Problemas de
Direito Internacional. Londres: Jas.Trucott&Son, 1916
·
Conferência.
Londres: Eyre and Spottiswoode Ltda, 1917
·
Oswaldo Cruz,
1917
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Oração aos Moços,
1920[14]
Rui Barbosa em moeda de 20 centavos de cruzeiro de 1953.
Logo
após sua morte, o jurista baiano João Mangabeira,
seu discípulo, fez o discurso em sua homenagem e memória. Em 5 de novembro de
1924, Otávio Mangabeira,
lembrando a data de seu nascimento, fez o seguinte discurso:
Na data
de hoje, sr. Presidente, na capital da Bahia,(…) nasceu Ruy Barbosa.
(…)Recordando a figura do grande evangelista que com a pena e com a tribuna,
irradiando e bramindo, nas vanguardas, a peito aberto, no alto jornalismo de
combate, nos comícios populares, nas casas do Parlamento, nos pretórios; nas
assembleias internacionais, em toda a parte primus inter pares a eloquência, de
mãos dadas com a bravura, robustecida pela abnegação e animada pela fé, não
precisou de outras armas, para servir, por mais de meio século construindo,
deslumbrando, (…) dominando as opiniões que dirigia, às Letras, ao Direito, à
Liberdade.
Enriqueceu a língua portuguesa, pela palavra
falada e pela escrita, com as mais belas obras de arte. Em Haia e em Buenos
Aires, para um auditório que era a humanidade, falou, por idiomas
estrangeiros, em alocuções imortais que comoveram o Universo, a linguagem das
mais lídimas aspirações humanas. Nunca fraqueou ante a injustiça, ante a
ingratidão, ante os revezes. Nunca se acobardou ante o perigo. (aplausos)
(…) Construtor, por excelência, da República, foi
principalmente na República, franzino e débil no corpo, quão rijo, e forte, e
valoroso no espírito, a ponta de platina, impávido a receber e a desviar(…) a
eletricidade das tormentas.
(…) Feliz do povo que estremecer a justiça! Feliz
do povo que viver no trabalho! Sobretudo, sr. Presidente, feliz do povo que
não perder o ideal.
(…) Volvamos o nosso espírito para a
tranquilidade onde repousa o magno sacerdote da nossa democracia, o grande
semeador a quem devemos os frutos mais excelentes do nosso liberalismo constitucional. Para que
seu fulgor nos ilumine! Para que o seu exemplo nos ampare! (…) Para que
desçam, portanto, sobre o coração e a consciência dos que se digladiam no
Brasil, ao sol das lutas políticas, a misericórdia, a clemência, as
inspirações do Senhor!
Para que estremeçamos a Justiça, para que vivamos
no Trabalho, para que não percamos o Ideal!
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Última frase
Ruy
fez seu testamento político na fórmula de um epitáfio, que ele mesmo escreveu
para sua pedra funerária:
Estremeceu
a Justiça; viveu no Trabalho; e não perdeu o Ideal.
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No
bairro do Flamengo,
no Rio de Janeiro um
logradouro tem seu nome, a Avenida Rui Barbosa, que liga a PraçaNicarágua à Praça Cuauhtémoque.
No
bairro de Heliópolis, em Garanhuns, um logradouro
também tem seu nome, a Avenida Rui Barbosa, que é o segundo maior pólo de
comércio e serviços da cidade.
Em
comemoração ao primeiro centenário de seu nascimento, Ruy Barbosa foi
homenageado com a inauguração doFórum Ruy Barbosa.
A partir de então, o prédio passou a abrigar os seus restos mortais que foram
transferidos do Rio de Janeiro para a Bahia e onde permanecem até hoje, como
desejou o Desembargador
Pedro Ribeiro. Na época, o escultorMário Cravo Junior foi convidado a criar
uma escultura, nomeada pelo artista como Cabeça de Ruy Barbosa. Na
Sessão Conjunta solene do Congresso Nacional foram oradores deputado João
Mangabeira e o Senador Clodomir Cardoso. Em 1999 o Banco do Brasil
relembrou os 150 anos do nascimento de Ruy Barbosa, e em homenagem a ele, a
empresa confeccionou camisetas, marca páginas e calendários. Com esses objetos,
os gerentes das agências do BB presentearam alguns correntistas e funcionários
das mesmas.
Um
juri convidado pela revista Época elegeu Ruy Barbosa "O Maior Brasileiro
da História".[15]
Em
2013, o jornal baiano A Tarde realizou
uma votação com um júri de 214 personalidades de diversas áreas para escolher
"O Maior Baiano de Todos os Tempos". No total, indicaram como
potenciais concorrentes ao título 122 personalidades, e Ruy Barbosa foi o
eleito. [16]
Ruy
Barbosa já foi retratado como personagem no cinema e na televisão, interpretado
por Edmundo Lopes no filmeVendaval Maravilhoso (1949), Renato Borghi na minissérie Mad Maria (2005) e Camilo Beviláqua no
filme Brasília 18%(2006).
Imprimiu-se
também sua efígie nas notas de
Cr$ 10.000,00 (dez mil cruzeiros) emitidas entre 1984 e 1986, bem como nas
cédulas de Cz$ 10,00 (dez cruzados) emitidas em 1986.
Segundo
a ortografia vigente da língua portuguesa,
o prenome do biografado deve ser grafado Rui.[17] [18] [19] A Fundação Casa
de Rui Barbosa, instituição pública federal vinculada ao Ministério
da Cultura do Brasil, recomenda o uso da grafiaRui.[20]
A
confusão na ortografia de nomes de personalidades históricas não ocorre apenas
no caso de Ruy/Rui Barbosa, mas também afeta figuras como Euclides da Cunha (Euclydes) ou Eça de Queirós (Queiroz).[21] [22] No caso de Ruy/Rui Barbosa,
mesmo órgãos estatais divergem sobre a grafia que deve ser adotada. Enquanto a
Fundação Casa de Rui Barbosa defende a atualização ortográfica prescrita no
Acordo Ortográfico, na Bahia o município batizado em homenagem ao grande nome
da história brasileira é "Ruy Barbosa".[23] Existem logradouros, como
praças e ruas, bem como instituições, que usam "Rui", e outras tantas
que usam "Ruy".[24] [25]
Referências
2.
Ir para cima↑ ABREU, Alzira de; LAMARÃO, Sérgio (organizadores).Personalidades
da política externa brasileira. Brasília: Fundação Alexandre de
Gusmão, 2007.
3.
Ir para cima↑ "Escravos: povo marcado", Felipe van
Deursen.Aventuras na História
5.
Ir para cima↑ Barbosa, Ruy, Excursão
eleitoral ao Estado de São Paulo, Casa Garraux, São Paulo, 1909
6.
Ir para cima↑ Citado por Freitas Nobre no prefácio de A imprensa e o dever da verdade, de Ruy
Barbosa. 3ª edição, atualizada e revista. São Paulo: Com-Arte; Editora da
Universidade de São Paulo, 1990. Clássicos do Jornalismo Brasileiro.
7.
Ir para cima↑ Helena Roldão (17-06-2014). Ficha histórica: Argus: revista mensal ilustrada (1907). (pdf) Hemeroteca
Municipal de Lisboa. Visitado em 17 de Setembro de 2014.
8.
Ir para cima↑ Mudanças e permanências na rede viária do Contestado: Uma
abordagem acerca da formação territorial do sul do Brasil, por
Nilson Cesar Fraga.
12. ↑ Ir para:a b c SAID, Fabio M. O
clã Almeida de Caravelas e Alcobaça. São Paulo: edição do autor, 2010. pp.
175-187.ISBN 978-85-910098-1-7.
13. Ir para cima↑ BARBOSA, Rui. O dever do advogado.
Carta a Evaristo de Morais; prefácio de Evaristo de Morais Filho. 3ª
ed. rev. Rio de Janeiro : Edições Casa de Rui Barbosa, 2002.
14. Ir para cima↑ http://books.google.com/books?id=4SXbdpSart8C&printsec=frontcover&source=gbs_v2_summary_r&cad=0#v=onepage&q=&f=false
15. Ir para cima↑http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDR75278-6014,00.html De
tanto ver triunfar as nulidades... o júri de ÉPOCA resolveu escolher Ruy
Barbosa o maior brasileiro de todos os tempos]
16. Ir para cima↑ “Ruy Barbosa, O Maior Baiano de Todos os Tempos A
Tarde (15 de setembro de 2013). Visitado em 17 de setembro de 2013.
17. Ir para cima↑ MACHADO, José Pedro - Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa.
Lisboa: Livros Horizonte, 1981.
19. Ir para cima↑ Manuel de Redação d'O Estado de S. Paulo: Esclareça as
suas dúvidas :: Nomes próprios
21. Ir para cima↑http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0712200225.htm Controvérsia
sobre grafia de nome é histórica]
22. Ir para cima↑http://www1.folha.uol.com.br/folha/circulo/dicas_quandoumnome.htm Quando
um nome passa a ser um problema
23. Ir para cima↑ http://www.ruybarbosa.ba.gov.br/ Página
oficial do Município de Ruy Barbosa]
24. Ir para cima↑ http://www.frb.edu.br/institucional/ Faculdade
Ruy Barbosa]
25. Ir para cima↑ http://www.frb.edu.br/institucional/casa-de-ruy-barbosa/Casa
de Ruy Barbosa]
Bibliografia[
Cardim,
Carlos Henrique. "A raiz das coisas. Rui Barbosa: o Brasil no Mundo"
Civilização Brasileira, 2007 ISBN 9788520008355
Ligações externas
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