Bombardeios da Rússia começaram na última terça-feira
De acordo com Obama, a incursão "é um sinal de fraqueza" do regime de Bashar al-Assad, situação que obriga a Rússia a dar um passo além do envio de "armas e dinheiro" a Damasco. "Assad vacila e o envio de armas e dinheiro não é mais suficiente", comentou Obama em uma coletiva de imprensa.
O resto do mundo está em coalizão conosco", argumentou Obama, referindo-se ao agrupamento que reúne os EUA e países europeus desde o ano passado em bombardeios contra o Estado Islâmico. Negando que Washington esteja em "guerra" com Moscou, Obama afirmou que pretende "manter as portas de comunicação abertas com os russos, mas não se pode trabalhar junto de alguém que não admite que o governo da Síria deva cair".
Os ataques começaram há três dias. Alguns bombardeios, porém, aconteceram em cidades onde não há a presença dos extremistas, como Homs, o que levantou suspeitas de que a incursão russa teria outros objetivos além do combate ao EI, como o enfraquecimento dos rebeldes apoiados pelos EUA e o apoio ao regime de Assad.
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