Paris, 2 out (EFE).- O presidente da comissão das Relações Exteriores da Duma Federal (Câmara dos Deputados) da Rússia, Alexei Pushkov, garantiu nesta sexta-feira que os bombardeios de seu país na Síria vão durar "três ou quatro meses", mas reconheceu que existe "um risco de estagnação".
"Há um risco de estagnação, mas em Moscou falamos de três ou quatro meses de operação", disse Pushkov à emissora de rádio francesa "Europe 1". Além disso, o responsável russo acrescentou que o que importa nesses ataques é sua intensidade.
"A coalizão americana realizou bombardeios durante um ano, mas sem resultados. No entanto, se as operações forem feitas de maneira eficaz, os resultados chegarão", considerou.
De acordo com Pushkov, "apenas 20% dos bombardeios americanos obtiveram resultados", já que "80% deles não atingiram as bases" do grupo jihadista Estado Islâmico.
Segundo o presidente da comissão das Relações Exteriores da Duma Federal, uma figura próxima do presidente Vladimir Putin, a Rússia não está coordenando com os EUA os bombardeios porque "os americanos não querem, dizem que devemos nos juntar a sua coalizão".
Apesar disso, Pushkov adiantou que hoje devem acontecer os primeiros contatos entre as forças armadas dos dois países para tentar estabelecer algum tipo de coordenação.
Putin será recebido hoje em Paris pelo presidente francês, François Hollande, quem ontem à noite lembrou ao governo de Moscou que "é preciso bombardear na Síria o Estado Islâmico (EI), não os outros".
Nenhum comentário:
Postar um comentário